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Quantas vezes a situação a seguir já aconteceu com você: Estar em um lugar fechado onde a rede apresentava sinal de baixa qualidade, e aquela página que você tanto precisava não carregava no mobile? Perder aquela promoção relâmpago por motivos que o seu pacote 3g não ajudou? Esses tipos de problemas podem estar com os dias contados, se depender do Google.

SOBRE O AMP

O projeto AMP (Accelerated Mobile Pages), inicialmente criado com o objetivo de garantir que os usuário consigam consumir o conteúdo pesquisado, indiferente de qual é a velocidade da sua internet no momento, com um carregamento quase instantâneo da página, a fim de entregar a melhor experiência aos usuários mobile.

TEMPO É DINHEIRO

A proposta é ótima, e vem de encontro com um cálculo simples mas conhecido por muitos que trabalham com performance:

+ velocidade = + experiência = + conversão $.

Dados da KISSmetrics mostram que “por volta de 40% das pessoas irão sair de uma página que gaste mais de 3 segundos para carregar. Experimentos recentes realizados em 2016 pela Forbes concluíram que: Durante o período de testes os usuários leram menos artigos por dia quando as páginas estavam carregando mais lentamente.”

Trazendo isso contexto ao varejo, digamos que temos um ecommerce que está faturando 100.000 dólares por dia, um atraso na página de 1 segundo pode chegar a custar um prejuízo de 2,5 milhões de dólares em perdas de vendas por ano.

Ainda sobre varejo, é interessante lembrar que aproximadamente um mês atrás o Ebay adotou a técnica do AMP, sendo um dos pioneiros no ambiente de compras online, outros sites americanos como 1-800-Flowers, Fandango e Rakuten também já iniciaram a ativação da ferramenta para suas páginas mobile.

Desde o lançamento oficial, mais de 150 documentos AMP foram criados de cerca de 650 mil domínios, de acordo com o Google, que alega que 90% dos publishers em AMP estão experimentando maiores taxas de cliques.

MAS COMO FUNCIONA O AMP? QUERO ENTENDER MAIS.

A Moz montou um excelente material explicando como o AMP funciona, mas de forma resumida podemos definir a versão AMP como páginas representativas nos resultados de pesquisa sendo elas mais simples e leves dos modelos atualmente existentes em nossos sites, e que poderão entrar no lugar da página original, com um carregamento quase que instantâneo.

Logo, elementos como barras laterais, menus dropdown e comentários não existem. Há modificações que podem ser realizadas, mas são sútis, como alterar cores, fontes e adicionar um logotipo. As opções podem até parecerem limitadas, mas a ideia é não oferecer tanta possibilidade ao ponto de novamente cairmos no problema de performance.

print - AMP - Lojas Colombo

Além disso, artigos e conteúdo, por padrão, são exibidos em única coluna, podendo haver o texto e as imagens representativas. Lembrando muito modelos antigos que víamos no início da Web. Obviamente, precisamos trabalhar um layout que não deixe o usuário desconfortável ao utilizar, por exemplo, no caso do próprio projeto da Folha de São Paulo, conciliando um modelo simples e visualmente interessante.

Folha de SP AMP - Andrews

É claro que nem tudo é um mar de rosas, existem vários questionamentos sobre as limitações do AMP e até onde ele consegue ir atualmente. Um bom caso é o fato dos sistemas de compra online, onde teríamos o carrinho e o próprio sistema de checkout. O que traz consigo um grande desafio de evolução nas grandes plataformas e sistemas online existentes, já que teremos um grande desafio de integração pela frente para atender essa necessidade para com os usuários.

Pensando nisso a Google está disposta a ajudar quem estiver interessando, por isso, novas documentações e atualizações serão atribuídas para auxiliar nesse processo. Para quem quiser acompanhar, o longo das próximas semanas, serão passadas dicas pelo Twitter e G+ da empresa para ajudar a garantir que esse projeto esteja no seu site, denominado por eles pela hashtag #AMPlify.

TEM WORDPRESS? JÁ PODE COMEÇAR!

Já existe um modelo muito simples de integração com AMP que você pode iniciar agora para testar: https://wordpress.org/plugins/amp/

Esse plugin pode criar automaticamente a parte mais “técnica da coisa” e te facilitar na construção do ambiente AMP no seu site. Outro plugin que pode trabalhar como aliado é o Page Front que ajuda a construir a parte de layout como elementos da página, cores, layout e fontes. Vale testar!

POSSO MENSURAR ISSO? PODE!

É importantíssimo lembrar que assim como acontece no comportamento e mensuração de dados baseados em aplicativo, o Google AMP também é mobile. Lembre-se que no mobile as pessoas realizam interações diferentes, eles tocam e arrastam o dedo na tela, logo slogo métricas também serão diferentes e você terá que se adaptar a essa mudança.

Da mesma forma como haverá uma evolução nas técnicas do AMP, o Google possivelmente irá adicionar funcionalidades que facilitem mensuração e que ainda não estão disponíveis nos relatórios padrões do GA. Porém, não desanime, ainda há uma série de relatórios e métricas do Google Analytics que estão funcionando no Google AMP. A visão em tempo real e o Tempo na página são uma delas.

CONTRUINDO E-COMMERCES AMP

UM CAMINHO SEM VOLTA

Sites AMP são em média quatro vezes mais rápidos do que seus correspondentes para mobile e usam 10 vezes menos dados. O projeto da Google é promissor e já possui parceiros com a mesma ideia, como o Facebook, por exemplo, que luta para manter seus usuários com uma inovação bem semelhante, o Instant Articles.

Ainda, eu disse AINDA que o modelo AMP não tenha melhoria de rankings, o Google já deu indícios que isso poderá se tornar um fator posicionamento no futuro. Em um post recente a empresa citou que ainda este ano todos os tipos de sites que criam páginas AMP terão exposição ampliada em toda a página de resultados da Pesquisa Google Mobile, como sites de comércio eletrônico, entretenimento, viagens, receitas, entre outros.

A ferramenta AMP é uma criança, e ainda receberá muitas atualizações, entretanto adotar a técnica de forma precoce possivelmente fará com que você tenha vantagem em relação aos concorrentes, visto que o Google conta com pelo menos 2 trilhões de pesquisas a cada ano, boa parte delas feitas via mobile, por isso mudança é inevitável e poderá alterar a forma de funcionando do ecossistema online.

Lembre-se: Siga a hashtag #AMPlify no G+ e no Twitter para acompanhar as atualizações.

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